quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Preguiiça!!

Ô preguiça viu!!

Ainda não comentei isso, mas meu despertador tem sérios problemas comigo.
Ele não me deixa de jeito NENHUM dormir em paz.. ele toca até no final de semana!!
Hoje eu acordei com ele apitando na minha orelha como sempre, levantei e fui pro banheiro. Quando eu fui olhar para o relógio pra desativar o snoozer, adivinha o que eu vi? 5:30 da manhã... QUE ÓDIO!!!!!!!!
Quase que eu enfiei ele na privada e voltei pra cama.
Mas não dava... eu ganhei ele de aniversário do meu pai, e isso ia ser muita mancada com ele, então o que eu podia fazer?!
Simples: ativar o alarme pras 6:00 e voltar para a cama!
E pra variar eu só acordei 6:10, depois de ele ter apitado 3 vezes.
Ou seja, 60 pi-pis tentando me acordar.
hauhauhauahuahuah eu odeio essa história de ter que acordar cedo. Juro, eu odeio.


Aí vai um conto que eu escrevi pro concurso da escola. O começo é de um conto da Lygia Fagundes Telles chamado "A Presença". Espero que gostem!

ESPELHOS DA ALMA


“Quando entrou pela alameda de pedregulhos e parou o carro defronte do hotel, o casal de velhos que passeava pelo gramado afastou-se rapidamente e ficou espiando de longe. O velho porteiro que atendeu no balcão de recepção também teve um movimento de recuo. Ele pousou a mala no chão e pediu apartamento.” Virou para despedir-se do motorista.

O recepcionista, que fitava seu andar vacilante, mas seu porte aristocrático, suas roupas elegantes, seus óculos escuros e sua postura que impunha um respeito intimidador, cumprimentou o homem que, pacientemente, aguardava um lugar para pernoitar. Começou a perguntar-lhe seus dados pessoais para

o preenchimento da ficha de estadia no hotel. Enquanto o hóspede o fazia, ficou admirando-o, escutando sua voz grave e, ao mesmo tempo, tão suave.
No momento em que a ficha estava sendo finalizada, o senhor escutou um ganido bem próximo. Ficou irresoluto, aguardando que o ruído se repetisse. Mais um lamento e, desta vez, ele se virou para entender de onde vinha o barulho. Foi recebido por um cão de respiração ofegante, mal tratado, imundo e, além de tudo, cego.

Sem hesitar, o funcionário do hotel levantou-se para espantar o pequeno cãozinho. Sua vergonha era tanta, que suas desculpas pareciam inúteis comparadas à "invasão" do cachorro, que burlara irremediavelmente a segurança.

Para sua surpresa, foi interrompido pelo mesmo hóspede ao qual não parava de se desculpar por tão terrível incidente. O homem apenas afirmou ter intenção de adotar o pequenino animal com o qual simpatizou, com a desculpa de que "estava mesmo procurando por um cãozinho". O recepcionista, então, indagou o motivo de tanta generosidade.
- Este cachorro vive aqui pelas ruas, come da piedade de alguns comerciantes da redondeza, não é belo e ainda é cego. Mesmo assim o senhor quer mantê-lo consigo? O senhor sabe que pode ter coisa melhor.
O homem ergueu-se, virou o rosto em direção ao seu interlocutor e respondeu com um ar convicto e bondoso:
- O senhor pode não ter percebido, mas a mim também falta a visão.
E, ao dizer isso, observando o atônito recepcionista com os olhos da alma, retirou os óculos escuros, deixando à mostra a névoa de sua cegueira.




Beijãão!!

Um comentário:

Bee disse...

E não é que dá mó orgulho ser a dupla dessa Mana!?!

yow yow yow!