Palavras conquistam. Palavras mudam o mundo. Talvez até o componham, o completem. Ah sim, é bom que elas existam, e tão irritante ao mesmo tempo. Chega a ser irônica sua existência. Quantas vezes já não ficamos sem palavras para nos expressarmos? Mais de milhões de palavras diferentes, codificações de sentimentos. Hum. Codificações de sentimentos. Sempre pensei que isso fosse impossível! Algumas emoções tão extremas, tão... pessoais, e ainda assim codificáveis.
Palavras apaixonam, fazem se apaixonar, são paixão. São amor, vida e solidão. Mas como? Solidão? Não seria de tais mesmas que deveríamos suprir a carência? Esqueci de dizer: palavras são complexas. Cada letra e infinitos significados. Queria traduzir tudo da forma que me agradasse, criar o meu próprio vocabulário, mas quem entenderia? Daí a solidão.
Palavras fazem nós nos perdermos em seus labirintos. Aliás, palavras e labritintos, meros sinônimos. Soma-se aos labirintos de nós mesmos, dos nossos desejos e medos, sentimentos e sorrisos, olhares e gestos e resultamos em nada mais do que algo bizarro: um ser humano.
Palavras... estou apaixonada, se é que fiz correta a minha tradução. Estou apaixonada por palavras, por labirintos. Talvez até por alguém, mas nada mais me importa que não suas palavras. Elas bastam, se bastam. Bastam para mim.
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