sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Desculpe-me...
Talvez até queira te falar, e não dizendo te digo tanto. E num olhar espero que entenda tudo o que se passa na minha confusa e perdida cabeça. Até rio pensando que poderia ser mais fácil se diferente, se mais recente ou talvez mais antigo. Queria também lhe pedir desculpas, nem sei o porquê. Mania minha. Vivo me desculpando pelo que não fiz, por nada, ou por tanto pra mim que às vezes "desculpa" nem faz sentido. Já lhe disse que adoro ironia? Até as piores se fazem melhores. Me pergunto se rir com essas ironias seja defeito meu. Esperar te conhecer foi a minha ironia, e passando os dias a te conhecer cada vez melhor vejo que está sempre mais distante de mim. Ah, mas sinto sua falta, como sinto. Dói olhar ao redor e ver que nem notam minha dor! Muito pelo contrário, parecem esfregarem-se nela dia após dia, palavra após palavra, como se fizessem questão de me ver sofrer. Pois bem, você venceu! Desisto de tentar ser feliz mesmo sem você, está bem assim? Espero que esteja, pois agora que me rendi não volarei atrás. Tens obrigação de me fazer feliz. Mas também cansei de te esperar. É melhor se decidir agora, ou vem para mim ou me deixe de uma vez antes que eu fique louca! Também são belas as ironias, não? Pois só ficaria louca por você.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Palavras
Palavras conquistam. Palavras mudam o mundo. Talvez até o componham, o completem. Ah sim, é bom que elas existam, e tão irritante ao mesmo tempo. Chega a ser irônica sua existência. Quantas vezes já não ficamos sem palavras para nos expressarmos? Mais de milhões de palavras diferentes, codificações de sentimentos. Hum. Codificações de sentimentos. Sempre pensei que isso fosse impossível! Algumas emoções tão extremas, tão... pessoais, e ainda assim codificáveis.
Palavras apaixonam, fazem se apaixonar, são paixão. São amor, vida e solidão. Mas como? Solidão? Não seria de tais mesmas que deveríamos suprir a carência? Esqueci de dizer: palavras são complexas. Cada letra e infinitos significados. Queria traduzir tudo da forma que me agradasse, criar o meu próprio vocabulário, mas quem entenderia? Daí a solidão.
Palavras fazem nós nos perdermos em seus labirintos. Aliás, palavras e labritintos, meros sinônimos. Soma-se aos labirintos de nós mesmos, dos nossos desejos e medos, sentimentos e sorrisos, olhares e gestos e resultamos em nada mais do que algo bizarro: um ser humano.
Palavras... estou apaixonada, se é que fiz correta a minha tradução. Estou apaixonada por palavras, por labirintos. Talvez até por alguém, mas nada mais me importa que não suas palavras. Elas bastam, se bastam. Bastam para mim.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
É tão fácil acreditar que vai ser para sempre
Fechar os olhos e clarear a mente
Sorrir mesmo triste, sabendo que vai passar
E ao mesmo tempo sem medo de acabar
Pensar que um dia eu já sofri
Mas mesmo chorando ainda ri,
Pois sabia que as lágrimas secariam
e que os risos se perpetuariam
Então a vida faz sentido
Ser lei jamais um sorriso contido
A felicidade não é só para você
É do mundo, é de quem não quiser sofrer
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Maroon 5
Sweetest Goodbye, Sunday Morning, Secret, Won't Go Home Without You, Makes Me Wonder, She Will Be loved, Nothing Lasts Forever, Goodnight Goodnight...
Só porque eu amo eles.
Só porque eu amo eles.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Pequeno Conto
Um lugar diferente. Outra pessoa. Outra vida. Mas sou eu lá ainda. Está tão difícil de me reconhecer. Essa névoa em frente aos meus olhos atrapalha minha vista empobrecida. O que eu desejo? Pareço procurar por alguém, alguém que eu sei que não vou encontrar. A agonia em mim cresce cada vez mais, meus olhos se enchem de lágrimas pela incontável vez naquele dia. Já não sei mais para onde correr.
Ah sim, estou correndo e estou apavorada. As pessoas que passam à minha frente são tantas, são impossíveis. E o rosto que eu desejo jamais aparece ou irá aparecer, eu sei disso. As coisas começaram a ficar confusas para mim. Olho para um relógio no alto. Tempo é apenas o que me falta. A chuva começa a se juntar às minha lágrimas, e agora sim é quase impossível enxergar algo. Mas ouço meu nome. Vem da direita. Olho para o lado. Ainda vem da direita. Logo me dou conta de que aquele nome não é o que eu conheço ou pelo qual as pessoas me chamam, mas sei que é meu e continuo a procurar. Oprimo um grito de desespero, não acho!
Alguém coloca a mão em minhas costas e me puxa para si. Parece-me um homem pela forma robusta que se projeta através de sua roupa completamente preta. Afundo meu rosto em seu sobretudo e o barulho da cidade se ressalta na medida em que minhas lágrimas encharcam o homem. Ele se afasta e seu olhar de reprovação me assusta. Dou alguns passos para trás com o pavor estampado em meu rosto.
O mundo atrás de mim começa a sucumbir, logo não vejo mais nada. Estou cega pela branquidão. Mas consigo me ver, como estou limpa agora! Antes que pudesse pensar em fazê-lo levantei a cabeça e olhei em volta.
Aquilo era realmente diferente.
Eu poderia me acostumar com aquilo, disse ao homem de capa preta, que mais tarde fui perceber que não tinha capa nenhuma. Nem um rosto. Assim como eu. Finalmente me senti em casa. Retirei minha máscara e me dei conta de que poderia ser eu mesma e ninguém notaria.
Ah sim, estou correndo e estou apavorada. As pessoas que passam à minha frente são tantas, são impossíveis. E o rosto que eu desejo jamais aparece ou irá aparecer, eu sei disso. As coisas começaram a ficar confusas para mim. Olho para um relógio no alto. Tempo é apenas o que me falta. A chuva começa a se juntar às minha lágrimas, e agora sim é quase impossível enxergar algo. Mas ouço meu nome. Vem da direita. Olho para o lado. Ainda vem da direita. Logo me dou conta de que aquele nome não é o que eu conheço ou pelo qual as pessoas me chamam, mas sei que é meu e continuo a procurar. Oprimo um grito de desespero, não acho!
Alguém coloca a mão em minhas costas e me puxa para si. Parece-me um homem pela forma robusta que se projeta através de sua roupa completamente preta. Afundo meu rosto em seu sobretudo e o barulho da cidade se ressalta na medida em que minhas lágrimas encharcam o homem. Ele se afasta e seu olhar de reprovação me assusta. Dou alguns passos para trás com o pavor estampado em meu rosto.
O mundo atrás de mim começa a sucumbir, logo não vejo mais nada. Estou cega pela branquidão. Mas consigo me ver, como estou limpa agora! Antes que pudesse pensar em fazê-lo levantei a cabeça e olhei em volta.
Aquilo era realmente diferente.
Eu poderia me acostumar com aquilo, disse ao homem de capa preta, que mais tarde fui perceber que não tinha capa nenhuma. Nem um rosto. Assim como eu. Finalmente me senti em casa. Retirei minha máscara e me dei conta de que poderia ser eu mesma e ninguém notaria.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Amar é...
O amor não é bondoso. O amor machuca, o amor fere e causa dor. O amor faz sofrer, faz chorar. O amor é inevitável, uma necessidade básica do ser humano. Uma vida com ele é carregada de tristezas e arrependimentos, mas uma vida sem ele é infinitas vezes pior, e quem sabe mais fácil. Mais fácil por ignorar lágrimas, mais leve por não pesar no coração, no entanto mais feia. Amar é o que dá sons, cores, aromas. O amor é belo, belo por não ser delicado. Ele é bruto, rude, insensível, irônico. Mas são essas as características que trazem beleza à vida. As pessoas querem amar pois o amor carrega esses opostos a qualidade que nos fazem ver o que é bom, o que é belo. Coisas delicadas não marcam presença. O amor é carrancudo e teimoso, uma vez lá, sempre lá. Não se deve polir o amor, não se deve moldá-lo. Deve-se deixá-lo lá, onde quer que esteja, sem incomodá-lo, deixando ele incomodar. É assim amar. É sofrer. É se incomodar.
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