"Deve achar que eu sou atrevida, ou louca, ou algo assim."
"Não a acho mais louca que outros."
"Acha sim, mas não importa. É útil ser doida varrida em um manicômio."
Acho que nunca vi até hoje uma frase que melhor descrevesse o que o penso: sou uma louca dentro de um manicômio. Porque esse mundo não é nada menos do que isso: um pátio de loucos.
Já cansei de ouvir: "Ah, não liga não, ela não bate bem" ou "Relaxa, ele é louco mesmo". Ok, isso eu já percebi há muito tempo.
Afinal, o que é ser louco?
Todo mundo acha que é louco quando fala sozinho, quando cria manias, quando imagina coisas bem criativas e que na maioria das vezes nem tem sentido, enfim... quando foge do tradicional. E o que é o tradicional? Na minha concepção é um ideal humano de comportamento que eu considero ridículo. Ridículo sim, porque cada um é cada um, e 'normal' seria ser (seria ser, seria ser, seria ser - ta, ficou estranho) igual a todos.
Gosto sim de ser louca, prefiro ser louca do que seguir modinhas, fingir e não mostrar para todo mundo lá fora que bela maluca eu sou. Na minha opinião, doidos são aqueles que fingem ser o que não são para parecerem normais. Esses sim não têm nada na cabeça.
É complexo, mas talvez dê para entender o que eu quero falar.
Audrey Hepburn ...... - fugiu a palavra, droga...- ...... ....... AH É! Sintetizou esse conceito todo nessa frase que a partir de hoje eu vou levar para o resto da vida e passar adiante.
Sabe como é, coisa de louco.
Um comentário:
muito louco.
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