Se Você achou que a Terra foi invadida por aliens e ficou esperando um Ipod gigante aparecer, se achou que estávamos recebendo avisos do fim do mundo em 2012 ou que Deus mandou um: "Que se desfaça a luz", calma, não foi nada disso.
Na bela noite do dia 10 de novembro, eu fui dormir às 20:30, coisa que eu NUNCA, NUNCA, NUNCA faço. Coloquei meu pijama e tal e fui para a minha cama. Liguei o meu ventilador portátil que fica no pé da minha cama, em cima de uma cadeira, na potência máxima como faço toda noite, porque o calor está simplesmente INSUPORTÁVEL. Desliguei as luzes depois de ler um pouco. Dormi, beleza. Não sei se sonhei, mas estava meio agitada. De repente comecei a sentir calor. Muito calor. Não liguei, e dormi mais um pouco. Comecei a ficar suada. Me abanava. Deu uns 2 minutos e eu acordei quase morrendo com um PUTA CALOR (desculpe-me os maus modos, é efeito desse calor do cacete. hehe). De olhos fechados (eu tento esconder a dor agooora.. por favor entendaa, eu preciso ir emboora porqueee coloquei isso aqui. juro, é o calor. E as sinapses) eu tentei mudar a velocidade do ventilador, achando que de algum jeito ele pudesse ter desligado sozinho. Nada. Tateei procurando o fio conectado no extensor, mas não estava desconectado. Fui procurando na parede a tomada - que fica logo abaixo do interruptor - para ver se não tinha desligado, mas ela estava conectada. Então, fiquei apertando o interruptor freneticamente até me dar conta de que provavelmente tivesse acabado a luz. Entra minha mãe no quarto e me avisa que a luz acabou em quase todo o país, que tinha dado pau na Itaipú.
Ótimo. Além de estar um puta calor, EU já estava puta da vida. Abri a janela, e me joguei na cama amaldiçoando essa droga desse aquecimento global até dormir de novo. E acordei super de bom humor :), mas com o ventilador no mínimo, porque a minha mãe ligou ele quando a luz voltou. Só que ela tem essa mania de achar que eu vou ficar doente se o ventilador não estiver no mínimo. Ok, eu fico projetando meu testamento enquanto estava sem energia, e quando ela volta a porcaria do ventilador está no mínimo e as janelas estão fechadas de novo. Meu, melhor me jogar num forno e me chamar de pão de queijo!
ps: Mãe e pai, sinto que devo esclarecer esse post mesmo que vocês não venham à lê-lo. Eu usei palavrões aqui para desabafar minhas frustrações e o meu calor. Por favor, não tirem o meu ventilador hoje à noite. Amo vocês, tá?
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
domingo, 8 de novembro de 2009
Cartas a você
Eu juro que queria falar. Mas não posso.
Tenho certeza de que se eu falasse as coisas seriam diferentes, talvez até melhores. Só não falo porque tem a chance de que elas fiquem piores, e por causa da força maior de terceiros.
Às vezes eu acho que não vou mais aguentar, que eu vou gritar e xingar até te fazer chorar. E eu queria te ver chorar. Significaria que tudo o que eu disse não foi em vão. Você poderia até se afastar de mim - o que seria melhor.
Não tenho a oportunidade de sentir sua falta - você não a me dá. Apenas quero ver você mais e mais longe. Te tratar de certa forma me fez sentir sua falta como nunca antes senti, e não parei de tratar-te assim para não perder esse sentimento de 'saudade'.
Você com certeza não vai saber que isto é para você, mas eu te peço: me dê essa chance. Entenda que não é a única pessoa na minha vida, tenho direito de não te querer perto e de querer estar com outras pessoas. Tenho esse direito e esse desejo, pois você faz eu me sentir sozinha. Sem ninguém, só com você. Isso me entristece profundamente.
Não querendo te magoar, estou machucando a mim mesma. Cada dia que eu sorrio para não te fazer chorar, sou eu quem chora gradativamente por dentro.
Me descupe... pessoa estranha. Sinto que não te conheço mais. Perdi você em algum lugar distante lá atrás. Busco por você em você, mas não te acho. E você nem percebe isso. Esse ser estranho no qual você se tornou não me deixa repirar. Por favor, me deixe viver.
Em algum lugar dentro de mim sei que te amo. Mas é uma chama que você está assoprando dia-a-dia, fazendo com que ela fique cada vez menor, até que um dia irá se apagar. Procuro mantê-la viva em mim, pois gosto do calor que ela me oferece. Mas às vezes sinto que ela me queima, me machuca, e não mais me aquece.
Eu não sou nada, não sou ninguém. Porém, sei que sou uma gota no oceano, e sem uma gota o oceano seria mais vazio. Mas você também é uma gota. Você também faz a diferença. Você, você e mais ninguém. Ninguém que você queira parecer, que você queira vestir a fantasia. Pare de achar que eu sou o oceano e você, a gota. Pare.
Não me deixe ir, mas me dê a oportunidade para que eu escolha entre ser feliz e livre ou feliz e distante.
Tenho certeza de que se eu falasse as coisas seriam diferentes, talvez até melhores. Só não falo porque tem a chance de que elas fiquem piores, e por causa da força maior de terceiros.
Às vezes eu acho que não vou mais aguentar, que eu vou gritar e xingar até te fazer chorar. E eu queria te ver chorar. Significaria que tudo o que eu disse não foi em vão. Você poderia até se afastar de mim - o que seria melhor.
Não tenho a oportunidade de sentir sua falta - você não a me dá. Apenas quero ver você mais e mais longe. Te tratar de certa forma me fez sentir sua falta como nunca antes senti, e não parei de tratar-te assim para não perder esse sentimento de 'saudade'.
Você com certeza não vai saber que isto é para você, mas eu te peço: me dê essa chance. Entenda que não é a única pessoa na minha vida, tenho direito de não te querer perto e de querer estar com outras pessoas. Tenho esse direito e esse desejo, pois você faz eu me sentir sozinha. Sem ninguém, só com você. Isso me entristece profundamente.
Não querendo te magoar, estou machucando a mim mesma. Cada dia que eu sorrio para não te fazer chorar, sou eu quem chora gradativamente por dentro.
Me descupe... pessoa estranha. Sinto que não te conheço mais. Perdi você em algum lugar distante lá atrás. Busco por você em você, mas não te acho. E você nem percebe isso. Esse ser estranho no qual você se tornou não me deixa repirar. Por favor, me deixe viver.
Em algum lugar dentro de mim sei que te amo. Mas é uma chama que você está assoprando dia-a-dia, fazendo com que ela fique cada vez menor, até que um dia irá se apagar. Procuro mantê-la viva em mim, pois gosto do calor que ela me oferece. Mas às vezes sinto que ela me queima, me machuca, e não mais me aquece.
Eu não sou nada, não sou ninguém. Porém, sei que sou uma gota no oceano, e sem uma gota o oceano seria mais vazio. Mas você também é uma gota. Você também faz a diferença. Você, você e mais ninguém. Ninguém que você queira parecer, que você queira vestir a fantasia. Pare de achar que eu sou o oceano e você, a gota. Pare.
Não me deixe ir, mas me dê a oportunidade para que eu escolha entre ser feliz e livre ou feliz e distante.
domingo, 1 de novembro de 2009
Apartamento 107
Pois é, agora estou morando no décimo andar de um flat. É, sou meio nômade sim.
E aqui, notei muitas coisas. Coisas que me fizeram rir, refletir e rir mais um pouco.
Por exemplo: todo dia de manhã, quando eu abro a cortina da varanda, dou de cara com uns 5 prédios diferentes. É invasivo demais! Eu almoço, vejo televisão, durmo e tudo com platéia. Parece que todo mundo está me olhando bem agora. E há pouco tempo estava passando o jogo do Palmeiras contra o Corinthians (2 a 2). Cara, que medo. Nunca ouvi tanta gente berrando em casa na minha vida. O bom é que deu pra perceber que a maioria era palmeirense. Assim, sem preconceitos....(aham.).
Mas enfim... tem também gente de todo jeito. Hoje mesmo no elevador, subi com um cara que segurava umas 6 sacolas da Adidas, com tênis, roupas, etc. E simpático. Tem também uma mulher espanhola e seu cachorrinho, o Golf. Muito simpáticos. Várias peruas loiras e maiores de idade. Adulta. Algumas simpáticas.
E de todos esses, uma senhora me chamou muito a atenção. Me fez refletir bastante.
Já possui as costas curvas, talvez da idade, alguma doença ou acidente. Sempre leva consigo uma bengala e possui uma 'dama de companhia'. Como muitos outros é (adivinha?) simpática. Um dia, quando eu e minha mãe estávamos saíndo do elevador, ela ia descer no mesmo com sua acompanhante. Perguntamos como ela estava, e ela disse que estava bem. Então disse que no momento morava sozinha. "Hoje sou viúva. Meu marido faleceu há alguns anos. Amei, amei... para nada", disse, quase chorando. Era nítido que continha suas lágrimas, mas não perdeu a pose. Nos despedimos, e em silêncio, eu me minha mãe caminhamos até o nosso apartamento.
Faz Você pensar, não?
Atualização (10/01/10) - Descobri já faz mais ou menos uma semana que essa senhora faleceu... Espero que ela esteja ótima onde quer que se encontre hoje. Ela não tem nem ideia do quando me ensinou, ela foi uma daquelas pessoas que mudam sua vida só de existirem. E nem sabe disso.
E aqui, notei muitas coisas. Coisas que me fizeram rir, refletir e rir mais um pouco.
Por exemplo: todo dia de manhã, quando eu abro a cortina da varanda, dou de cara com uns 5 prédios diferentes. É invasivo demais! Eu almoço, vejo televisão, durmo e tudo com platéia. Parece que todo mundo está me olhando bem agora. E há pouco tempo estava passando o jogo do Palmeiras contra o Corinthians (2 a 2). Cara, que medo. Nunca ouvi tanta gente berrando em casa na minha vida. O bom é que deu pra perceber que a maioria era palmeirense. Assim, sem preconceitos....(aham.).
Mas enfim... tem também gente de todo jeito. Hoje mesmo no elevador, subi com um cara que segurava umas 6 sacolas da Adidas, com tênis, roupas, etc. E simpático. Tem também uma mulher espanhola e seu cachorrinho, o Golf. Muito simpáticos. Várias peruas loiras e maiores de idade. Adulta. Algumas simpáticas.
E de todos esses, uma senhora me chamou muito a atenção. Me fez refletir bastante.
Já possui as costas curvas, talvez da idade, alguma doença ou acidente. Sempre leva consigo uma bengala e possui uma 'dama de companhia'. Como muitos outros é (adivinha?) simpática. Um dia, quando eu e minha mãe estávamos saíndo do elevador, ela ia descer no mesmo com sua acompanhante. Perguntamos como ela estava, e ela disse que estava bem. Então disse que no momento morava sozinha. "Hoje sou viúva. Meu marido faleceu há alguns anos. Amei, amei... para nada", disse, quase chorando. Era nítido que continha suas lágrimas, mas não perdeu a pose. Nos despedimos, e em silêncio, eu me minha mãe caminhamos até o nosso apartamento.
Faz Você pensar, não?
Atualização (10/01/10) - Descobri já faz mais ou menos uma semana que essa senhora faleceu... Espero que ela esteja ótima onde quer que se encontre hoje. Ela não tem nem ideia do quando me ensinou, ela foi uma daquelas pessoas que mudam sua vida só de existirem. E nem sabe disso.
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